Polícia
'Não sou assassino em série': Nando pede prisão domiciliar à Justiça
Frente a frente com o JD1, ele também diz que 'não aguenta mais a prisão'
Lúcido e com bastante ênfase, Luiz Alves Martins Filho usou as câmeras do JD1 Notícias para fazer dois pedidos: um para a população e outro diretamente para à Justiça de Mato Grosso do Sul.
Em mais uma parte da entrevista exclusiva com o 'Nando', nossa equipe questionou ele sobre a hipotética saída para a prisão domiciliar e caso isso aconteça, se as pessoas poderiam sentir ou não medo dele nas ruas.
Nando, porém, foi claro. "Não tenham medo de mim não, porque eu não sou assassino". A frase mexeu com os brios do detento, que passou a ficar com emocional aflorado e isso serviu para ele fazer o pedido mais sucinto da entrevista: à Justiça.
"Se ele ver uns dias de domiciliar para mim, que eu não aguento mais, não tem como eu comer", declarou com os olhos mais uma vez marejados.
A frase foi marcada com a pergunta de como estaria a vivência com os demais internos e Luiz Alves afirmou que "eles ajudam a colocar comida na minha boca".
A defesa, feita pela advogada Camila Rezende, inclusive, entende que o melhor caminho é a prisão domiciliar, dadas as atuais condições clínicas apresentadas durante o cumprimento da pena.
Rezende apontou que Nando possui doenças graves e permanentes, entre elas doença de Parkinson e hipertensão, além de fazer uso contínuo de cistostomia, com cateter inserido diretamente na bexiga e conectado a uma bolsa coletora de urina.
Ainda em nota enviada para o JD1, a defesa aponta que a Perícia judicial já registrou episódios de vazamento e infecções urinárias recorrentes e advertiu que a ausência das trocas e dos cuidados adequados pode ocasionar complicações graves.
"É importante esclarecer que prisão domiciliar não significa liberdade, redução, extinção ou perdão da pena. Trata-se de uma modalidade de cumprimento da pena fora do estabelecimento prisional, que pode ser excepcionalmente autorizada pelo Poder Judiciário diante de determinadas condições graves de saúde", diz trecho da nota.