Sidrolândia
Dupla envolvida em confronto com o Choque tinha missão de atacar facção rival em Maracaju
Um dos suspeitos morreu durante abordagem em Sidrolândia, enquanto o outro foi preso e confessou que agia a mando de organização criminosa
As investigações da Polícia Civil sobre o homicídio de Thalis Eduardo Assis de Souza, ocorrido no último domingo (8), em Maracaju, revelaram que os suspeitos do crime integravam uma facção criminosa e estavam na cidade com a missão de atacar membros de um grupo rival.
Segundo o Setor de Investigações Gerais (SIG), a dupla foi identificada após análise de imagens de segurança e levantamento de informações de inteligência. Os suspeitos fugiram do local do crime em um GM Corsa vermelho, que acabou localizado abandonado durante as diligências.
Dentro do veículo, os policiais encontraram uma mochila contendo seis munições intactas de calibre 9 milímetros, material que foi apreendido e incorporado ao inquérito policial.
Com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os investigadores conseguiram localizar os suspeitos em Sidrolândia. Durante a abordagem, um deles reagiu e houve confronto. O homem foi baleado e morreu. Já o comparsa foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Maracaju.
Em depoimento aos policiais, o suspeito confessou participação no homicídio e revelou que a dupla havia sido enviada para Maracaju com o objetivo de executar integrantes de uma facção rival. No entanto, segundo a investigação, eles acabaram se envolvendo em um desentendimento que resultou na morte de Thalis Eduardo Assis de Souza.
A Polícia Civil também identificou a atuação de uma rede de apoio aos criminosos. Uma mulher suspeita de fornecer armamento aos executores foi presa, enquanto outros envolvidos na logística e na tentativa de ocultação de provas seguem sendo investigados.
As diligências continuam para localizar os demais participantes do grupo criminoso e esclarecer todos os detalhes da ação.