“Dodói, mamãe”
Mãe denuncia queimaduras nos pés da filha de 4 anos em escola de Cassilândia
Menina foi encontrada chorando e com lesões nos dois pés; mãe diz que não recebeu explicação sobre como o caso aconteceu
Uma mulher procurou a Delegacia de Polícia de Cassilândia nesta segunda-feira (7) para denunciar queimaduras nos pés da filha, de 4 anos, que teriam ocorrido em uma escola pública do município. Ela pediu que o caso seja investigado.
Segundo o registro policial, a menina possui Síndrome de Down e apresenta dificuldades de comunicação. Ela ainda não consegue formular frases completas ou associar adequadamente as palavras e utiliza principalmente palavras e expressões curtas para se comunicar.
Segundo a mãe, no dia 3 deste mês, enquanto estava em seu local de trabalho, recebeu uma ligação da diretora da unidade escolar frequentada pela filha, informando que a criança apresentava queimaduras nos pés. Diante da informação, deixou o trabalho, foi até a residência buscar o veículo e, posteriormente, seguiu até a creche.
Ao chegar à unidade escolar, encontrou a filha chorando intensamente, com comportamento diferente do habitual e demonstrando aparente sofrimento. A mãe pegou a criança e a levou imediatamente para atendimento médico.
Ao questionar a direção da escola sobre o ocorrido, a mãe afirma que não recebeu uma explicação precisa sobre como a criança teria sofrido as queimaduras. Segundo ela, foi informado que, por volta das 11h, a menina teria começado a gritar e chorar, sendo as lesões constatadas posteriormente.
As queimaduras estavam nos dois pés, principalmente na região das plantas, além de uma lesão na extremidade de um dos dedos. Inicialmente, a mãe chegou a suspeitar que pudesse se tratar de uma picada de animal peçonhento, inclusive escorpião. A possibilidade foi considerada durante o atendimento médico, mas, segundo as informações recebidas pela mãe, não teria sido confirmada.
A criança foi atendida no hospital, recebeu medicação e permaneceu em observação durante a tarde. Segundo a mãe, após o atendimento e a medicação, a filha apresentou melhora e ficou mais tranquila, embora as lesões nos pés permanecessem.
Durante o atendimento médico, ainda segundo a mãe, a profissional de saúde orientou que ela buscasse informações junto à unidade escolar. A profissional também teria questionado se algum funcionário havia presenciado o momento em que a criança sofreu as lesões e se havia câmeras de monitoramento que pudessem ajudar a esclarecer o ocorrido.
Até o momento, segundo a mãe, não foi apresentada uma informação conclusiva sobre a causa das queimaduras ou sobre quem teria presenciado o fato.
A mãe afirma que, devido às dificuldades de comunicação da filha, não consegue obter dela uma explicação precisa sobre o ocorrido. Quando questionada sobre as lesões, a criança costuma dizer apenas expressões como "dodói, mamãe" e "tia, dodói", não sendo possível estabelecer, por meio dessa comunicação, como, quando ou por quem teria ocorrido o fato.
A mãe também informou que já procurou a Secretaria Municipal de Educação e conversou com a responsável pela Educação Especial. Segundo ela, outros relatos relacionados às preocupações envolvendo a filha no ambiente escolar já haviam sido feitos anteriormente.
A menina também passou a demonstrar resistência em retornar à unidade escolar, embora costume frequentar normalmente os demais atendimentos que realiza. Segundo a mãe, anteriormente a filha se preparava normalmente para sair para seus atendimentos e para a escola, mas, após o ocorrido, passou a demonstrar resistência em relação à unidade escolar.
A mãe afirmou estar preocupada com a integridade e a segurança da filha, especialmente devido à dificuldade de comunicação da criança. Ela pediu que sejam esclarecidas as circunstâncias em que ocorreram as queimaduras nos pés, além da verificação de eventuais imagens de câmeras de segurança, relatos de funcionários e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o caso.
A mulher acrescentou que, há aproximadamente cinco meses, também vem observando uma mudança de comportamento da filha durante os cuidados de higiene das partes íntimas. Segundo ela, anteriormente conseguia realizar normalmente esses cuidados, mas atualmente a criança apresenta resistência, trava o corpo e verbaliza expressões como "não, mamãe", "não pode" e "não pode, mamãe".
A mãe ressalta que não sabe precisar a causa desse comportamento, mas entende que a situação deve ser registrada e apurada, considerando as dificuldades de comunicação da criança.
Diante dos fatos relatados, a mãe pediu a investigação das circunstâncias que ocasionaram as lesões nos pés da filha e das demais alterações de comportamento observadas.
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