Execução ao vivo
Faccionado do PCC diz que aceitou matar mulheres em Rochedo para quitar dívida
Lucas Batista Ferreira afirmou à polícia que participou da execução em troca do perdão de uma dívida de R$ 1 mil
Lucas Batista Ferreira, de 20 anos, um dos suspeitos de envolvimento na execução de Vitória Gabriely Souza Cordeiro e Ellen Moreira da Cruz, ambas de 20 anos, afirmou à polícia que participou do crime para ter perdoada uma dívida de aproximadamente R$ 1 mil com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso aconteceu na madrugada de quarta-feira (23), em Rochedo.
Segundo o boletim de ocorrência, Lucas agiu junto de Luiz Carlos Vieira Rodrigues, de 28 anos, conhecido como “Bob Esponja”, que exerceria a função de “disciplina” dentro da organização criminosa.
Dinâmica da execução
Uma testemunha ocular relatou que, antes de serem mortas, as jovens foram obrigadas, por ordem de “Bob Esponja”, a tomar cocaína com água.
Na sequência, Luiz Carlos teria utilizado uma corda para enforcá-las. Depois que as vítimas caíram ao solo, Lucas e Luiz teriam desferido diversas facadas. Após os golpes, Lucas admitiu que os dois atearam fogo nos corpos.
“Tribunal do crime”
Ainda conforme o relato, o crime teria sido motivado por uma disputa entre facções. As jovens teriam informado que a droga que guardavam pertencia ao Comando Vermelho (CV), provocando revolta nos autores, integrantes do PCC.
Após a execução, a testemunha teria sido obrigada a participar de uma chamada de vídeo com o “Comando” e a se comprometer a não contar o ocorrido à polícia.
Confronto
Durante a operação da Força Tática da 11ª CIPM com o Grupo de Operações e Investigações (GOI), Lucas foi preso e indicou o paradeiro de “Bob Esponja”.
Luiz Carlos foi localizado e, segundo o relato policial, resistiu à prisão ao se trancar em um quarto. Após a utilização de um escudo balístico e de uma arma de incapacitação neuromuscular (Taser), o suspeito teria apontado um revólver calibre .32 para os policiais.
A equipe efetuou um disparo para repelir a agressão. “Bob Esponja” foi socorrido e levado ao hospital municipal, mas morreu. Com ele, foram apreendidos o revólver e munições picotadas e intactas.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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