Justiça
Justiça concede prisão domiciliar a jovem que matou namorada atropelada
Rafael será monitorado por tornozeleira eletrônica e terá de permanecer 24 horas em casa
Rafael Carrelo, 19 anos, investigado pela morte da namorada Mariana Vitória Vieira Lima, da mesma idade, passou por audiência de custódia nesta manhã (17). A juíza Eucélia Moreira Cassal acatou os argumentos da defesa de Rafael e substituiu o flagrante em prisão domiciliar, onde será monitorado por tornozeleira eletrônica e terá de permanecer 24 horas em casa.
À reportagem do JD1 Notícias, o advogado do jovem, Marlon Ricardo Lima Chaves explicou o porquê a juíza concedeu a prisão domiciliar. “Juiz não homologou o homicídio qualificado por feminicídio, tendo em vista que não houve feminicídio, em razão disso, permanece a embriaguez ao volante e a apuração do que aconteceu de verdade”, declarou.
“Não existe por que uma prisão preventiva tendo em vista que é réu primário e tem bons antecedentes”, completou Marlon.
Pedido de liberdade foi feito no fim da tarde de domingo (16), um dia após a prisão.
No documento de habeas corpus, o advogado ainda argumenta que apesar de notícias terem sido veiculadas alegando que Mariana estava no capô do carro conduzido por Rafael para impedir o namorado de dirigir, em nenhum dos registros oficiais consta a informação. A morte da jovem foi “consequência de uma infeliz brincadeira onde casal de namorados trocava de posição”, alega Marlon na defesa.
Acidente – Mariana Vitória foi atropelada na madrugada de sábado, na Avenida Arquiteto Ruben Gil de Camilo, que liga a Afonso Pena à Via Parque. Ela estava no capô do carro, um Toyota Etios, conduzido por Rafael, com quem namorava há quatro meses.