Justiça
Pastor acusado de assédio sexual tem processo arquivado
Arquivamento se deu porque caso configura crime de menor potencial ofensivo
O pastor denunciado em janeiro por tentar beijar uma fiel à força em dezembro do ano passado em Nova Andradina, a 296 quilômetros da Capital, teve o processo arquivado após o pagamento de uma multa de R$ 1.100, o equivalente a um salário mínimo.
De acordo com informações do inquérito da Delegacia de Atendimento À Mulher (DAM), o pastor teria assediado a vítima de forma repetida, aproveitando-se de abraços, beijos demorados na face e contatos frente a frente, justificando o contato físico além do normal com a palavra de Deus, tendo a vítima que se esquivar em várias ocasiões para que não fosse beijada na boca pelo pastor.
Em dezembro de 2020 a fiel conta que chegou à igreja e o pastor pediu que ela o acompanhasse até o templo para tratar de algumas doações. O religioso teria passado álcool gel nas mãos da vítima, em seguida a abraçou, dizendo "Gostoso, gostoso. Faz tempo que não recebia um abraço da minha irmã. Quem não gosta de carinho?".
Depois disso, ele segurou o rosto da mulher, beijou os olhos e, ao tentar beijar a boca, ela se esquivou, mas ainda assim, o autor conseguiu beijar o lábio superior da vítima e disse: Me perdoa, a gente fica animado, né? Eu me extrapolei, me empolguei. Desculpa aí, a carne é fraca".
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o caso se enquadra como crime de menor potencial ofensivo e a pena máxima não ultrapassa dois anos. Em audiência, o pastor aceitou a proposta do MPMS, de pagar multa no valor de R$ 1.100.