Evaldo Christyan Dias Zenteno foi condenado em júri popular na manhã de hoje, a 20 anos de prisão em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, pela morte do filho Miguel dos Reis Zenteno, de dois anos, em 2019 no bairro Parati, em Campo Grande.

O crime foi motivado por vingança contra mãe da criança, já que Evaldo não aceitava a separação. O menino tinha dois anos à época e foi afogado em uma bacia. Ele morava com a mãe, em Aquidauana, mas passava datas alternadas com pai, na Capital.

O defensor que integra a defesa de Evaldo explicou que entrou no caso há apenas duas semanas e constatou que não foi feito o incidente de insanidade, que é o teste de sanidade mental, para poder adotar essa linha de defesa, pois para ele, Evaldo se enquadra no transtorno de amor patológico, que é quando o sentimento de amor se transforma em obsessão. Entretanto, o réu se recusou a fazer o teste, já que isso implicaria no adiamento do julgamento e o acusado se dizia angustiado com a espera pelo resultado.

Zenteno foi condenado a 21 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado, bem como, por tentativa de homicídio. Antes de matar Miguel afogado, o homem teria jogado o filho da altura da cama, em Aquidauana, fato que o autor do crime nega. Contudo, houve redução de um ano na sentença por ter confessado o crime de homicídio.