Justiça
Clã Morinigo consegue habeas corpus e deixa prisão
Grupo teve prisão decretada em 2020, após operação que apreendeu R$ 230 milhões em carros de luxo e aviões
Emídio Morinigo, apontado como líder do grupo que ficou conhecido como "Clã Morinigo", preso no ano passado, depois da Operação Status, que apreendeu na época mais de R$ 230 milhões atribuídos ao uso de garagens de carros para lavar dinheiro do tráfico, ganhou liberdade e vai poder deixar a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), após concessão de habeas corpus pela 5º Vara do Tribunal Regional Federal.
A primeira prisão revogada foi a de Tairone Conde Costa, porém, com substituição de medidas cautelares alternativas. Depois disso, os outros réus também pediram a extensão do HC. Além de Emídio e Tairone, também estão livres Slane Chagas e Alexandre Lima Vilhanueva, que devem permanecer em casa entre 22h e 7h e aos fins de semana; devem se submeter a monitoração eletrônica por meio de tornozeleira, não podendo deixar o município onde residem, exceto com autorização prévia da Justiça
recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 7h, não podendo sair de casa nos finais de semana, monitoração eletrônica por meio de tornozeleira, com restrição do perímetro de circulação limitado ao município em que tiver domicílio, ficando desde já advertido que todas as saídas deste perímetro deverão ser autorizadas previamente pelo juízo.
O caso:
O grupo teve prisão preventiva decretada em 2020, após a deflagração da Operação Status, que investigava empresas suspeitas de usar garagens de carros para lavar dinheiro do tráfico de drogas.
Durante a operação, realizada nas cidades de Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, nos estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e, ainda, no Paraguai, nas cidades de Asunción e Pedro Juan Caballero, foram realizados 8 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão. Mais de R$ 230 milhões foram sequestrados durante a ação, em carros de luxo e aviões.