A massoterapeuta Clarice Silvestre de Azevedo, acusada de matar e esquartejar o chargista Marco Antônio Borges, vai a júri popular por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e destruição de cadáver. O filho dela, João Victor Silvestre de Azevedo, também será julgado por ajudar a mãe no crime. 

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri aceitou a tese do Ministério Público, mas afastou a qualificadora de meio cruel, pois que entende, "não há elementos de que a acusada quis, inutilmente, aumentar e prolongar o sofrimento do ofendido", e considera que não foram produzidas provas nesse sentido. 

A ré, que está presa desde novembro do ano passado, confessou ter matado Marco Antônio Rosa Borges, com quem se relacionava, na manhã do dia 21 de novembro, em uma casa no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Em depoimento à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH), Clarice confessou o assassinato e disse que o crime ocorreu depois de uma discussão com agressões  por parte de Marcos. 

“Ao que tudo indica, a acusada teria empurrado o ofendido da escada e, enquanto ele ainda estava recuperando-se da queda, apossou-se de uma faca e, sem que Marcos tivesse qualquer chance de se defender, passou a efetuar golpes de faca contra ele, matando-o”, anotou o juiz na decisão.

A defesa de Clarice pediu exame de insanidade mental, mas o teste apontou que a ré tem plena capacidade de responder por seus atos, com a afirmação de que "não existe nexo causal entre a maneira como o crime foi cometido com o transtorno depressivo", dada pela psicóloga Ignês Stephanini, que a examinou. 

Relembre o caso:

Em 21 de novembro de 2020, pela manhã, Clarice matou a facadas o chargista Marcos Antônio Rosa Borges e, posteriormente, à noite, destruiu e ocultou o cadáver com a ajuda de seu filho, João Victor.