Acontece em fevereiro de 2022 a votação presencial, onde ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) escolherão os nomes dos seis desembargadores federais que integrarão as duas listas tríplices a serem encaminhadas ao presidente Jair Bolsonaro.

Estão abertas duas vagas  de desembargadores porque decorrem da saída de dois ministros que sairam dos Tribunais Regionais Federais, Napoleão Maia e Nefi Cordeiro. O presidente indicará à corte um nome de cada lista. O Senado precisa sabatinar os dois escolhidos.

O tribunal está dividido quanto aos nomes e, em razão disso,  as duas listas oferecem maior pluralidade de candidatos e maiores chances aos que não têm padrinhos fortes. Apesar de contratempos, a candidatura mais sólida é a de Ney Bello, do Tribunal Regional Federal (TRF-1). A outra lista, porém, está aberta. Os apoios políticos estão se formando de modo regional, como acontece com frequência. Há nomes do Sul, de São Paulo e do Nordeste ganhando força

Onze dos 33 ministros do STJ são escolhidos entre desembargadores federais. (Outro terço provém de desembargadores de Justiça; advogados e integrantes do Ministério Público completam a composição da corte.)

Após a inscrição dos interessados, os ministros votam e elaboram a lista tríplice. Cabe ao presidente da República indicar um desses nomes para compor o tribunal.