Justiça
JD1TV: "Poder judiciário, nos atenda", dizem familiares de Raul Bartziki em protesto
Cerca de 50 pessoas estiveram presentes na manifestação que suplica por justiça em caso de estupro que levou jovem a suicídio
Na tarde desta quinta-feira (04), amigos e familiares de Raul Bartziki, realizam um protesto pacífico em frente ao fórum de Campo Grande. Eles pedem justiça por Raul, que tirou a própria vida no mês passado, segundo familiares por estar sofrendo pressão psicológica após denunciar por estupro o ex-professor de artes marciais Leandro Bussanello.
Segundo informações de um dos manifestantes, Raul estava sofrendo muito com o ocorrido e que após a primeira denúncia foram aparecendo cada vez mais vítimas, mas a maioria dos alunos ficou do lado do professor pois ele era muito manipulador. “O Leandro sempre tentava se aproximar do Raul, via mensagens de texto e através de amigos”, declarou o rapaz que prefere não ser identificado.
Raul se matou um ano após a denúncia de estupro, tendo como maior motivo o sofrimento pela falta de apoio das partes responsáveis.
De acordo com a Pesquisadora do Comitê estadual de Enfrentamento da Violência e Defesa dos Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes (Comcex) Estela Scndola, o suicídio é resultado de um sofrimento e temos uma epidemia disso na juventude. “Teve a violência, teve atraso das autoridades, o sofrimento também é pela injustiça”, declara Estela.
Uma das vítimas do professor, procurou uma aluna dizendo que pretende fazer o mesmo que Raul, ela disse: “Não sei se vou aguentar até o final dessa história”. A profissional de Educação Física diz que houve isso semanalmente e que falta assistência da saúde.
No ato contendo cerca de 50 pessoas, eles fizeram uma oração e suplicaram a justiça: "Poder judiciário, nos atenda".
Veja o vídeo:
Relembre o caso
Raul Bartziki, de 18 anos, tirou a própria vida no início do mês de outubro. Familiares e amigos compartilharam indignados o que motivou a morte desesperada do jovem.
O corpo de Raul foi encontrado no domingo, dia 03 de outubro, no Parque das Nações Indígenas. O motivo teria sido pressão psicológica envolvendo caso de estupro do ex-professor de artes marciais, Leandro Bussanello.