Justiça
Juiz reconhece doença mental de autor de tentativa de homicídio após 11 anos
Durante esses anos, Podalírio respondeu em liberdade
Denunciado por tentativa de homicídio em setembro de 2011, ao atirar contra Everton Lopes e atingir outras duas pessoas, Podalírio Braga Luz foi julgado nesta terça-feira (22), no Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande.
No dia do crime, Podalírio passou por um bar onde estavam as vítimas e depois retornou e efetuou os disparos com uma arma de fogo. O motivo seria uma rixa com Everton desde 2003 por ciúmes de uma mulher.
O advogado Jully Heyder declarou que Podalírio foi levado a júri por tentativa de homicídio, e o plenário do Ministério Público pugnou pela desclassificação do crime para lesão corporal, "reconhecendo que não houve dolo na prática do crime contra a vida, e fomos nesse sentido, o conselho de sentença e os jurados acolheram a tese, que foi defendida pela acusação e pela defesa e o juiz acabou por reconhecer a iniputabilidade dele aplicou medida de segurança".
O crime aconteceu em 2011 e Podalírio respondia em liberdade e hoje foi reconhecida a reconhecer a iniputabilidade do autor e imposta uma medida de segurança. “A defesa alegou a inimputabilidade dele por doença mental diagnosticado com laudo pericial, e foi aplicado medida de segurança para tratamento ambulatorial, tratado em casa, medida que já vinha sendo adotada”, declarou o advogado Paulo Ernesto.
Decisão foi do juiz, Carlos Alberto Garcete da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.