Justiça
Massagista que matou e esquartejou chargista é condenada a 16 anos de prisão
Filho da autora e cúmplice cumprirá 1 ano e seis meses de reclusão
Foram condenados nesta quinta-feira (2), Clarice Silvestre de Azevedo e o filho João Victor Silvestre de Azevedo, pela morte do chargista Marco Antônio Borges, que marcou Campo Grande pela crueldade como ocorreu os fatos em novembro de 2020. Juntos mãe e filho pegaram pena superior a 17 anos de prisão.
Em julgamento, o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio, delegado Delano, responsável pelo caso relembrou os fatos e apresentou o testemunho de um amigo de Marco. “Ele disse que a Clarice era uma pessoa com quem o Marco estava tendo um relacionamento esporádico, vinha tendo relacionamento sexuais com ela, mas não estava disposto a assumir um relacionamento amoroso publicamente".
Esse fato estaria gerando conflitos entre o casal. No júri, Clarice narrou os acontecimentos que antecederam a morte do ex-companheiro e disse que teve “medo”. A massagista contou que houve uma briga, onde a vítima a teria agredido com socos e ela o teria esfaqueado diversas vezes.
O filho João Victor Silvestre também foi ouvido em júri popular antes da sentença. A defesa de Clarice, patrocinada pela Defensoria Pública, pediu que ela fosse submetida a exame de insanidade mental. O teste atestou, porém, que a ré é capaz de responder pelos seus atos.
Após ouvir as partes, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida decretou pena de 16 anos e 6 meses de reclusão por homicídio por motivo torpe e ocultação de cadáver para Clarice e de 1 ano e 6 meses para João Victor.
Caso
Clarice Silvestre matou Marco em casa e depois esquartejou o chargista. Ela está presa desde dia 24 de novembro de 2020, quando confessou o crime.
No depoimento à DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) de Campo Grande, Clarice disse que cometeu o assassinato após as agressões, geradas por uma briga entre o casal. O chargista era cliente da massagista e conforme apurado na investigação, ela o pressionava para que Marco Antônio a assumisse como namorada.