Justiça
A versão de Anderson Torres
Em suas redes sociais, ex-ministro fala sobre documento encontrado em sua casa
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres se manifestou publicamente pela primeira vez após a Polícia Federal (PF) ter encontrado em sua residência, durante busca e apreensão na última terça-feira (10), uma minuta para que o presidente na época, Jair Bolsonaro, instaurasse estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em seu Twitter, Torres se defendeu, explicando que durante seu tempo como ministro, ele se deparou “com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos”, e que a minuta, classificado como inconstitucional, estava em “uma pilha de documentos para descarte”.
No cargo de Ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição, o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil.
— Anderson Torres (@andersongtorres) January 12, 2023
… e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como Ministro.
— Anderson Torres (@andersongtorres) January 12, 2023
Mandado de prisão e busca e apreensão
A PF esteve na casa de Anderson Torres na terça-feira (10) para cumprir o mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas não encontrou o ex-ministro no local.
Os agentes deixaram o local com malotes de material apreendido na residência, e entre os documentos apreendidos, estava a minuta inconstitucional.
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