Justiça
Acusação pede aumento das penas recebidas por Jamilzinho, Vlad e Marcelo Rios
Os três réus juntos foram condenados a 68 anos de prisão pela morte do jovem Matheus Coutinho Xavier
A advogada Cristiane Coutinho, mãe de Matheus Coutinho Xavier, entrou com apelação na Justiça para aumentar a pena dos réus Jamil Name Filho, Vladenilson Olmedo e Marcelo Rios, condenados no 1º júri da Omertà. O julgamento foi realizado na semana passada, quando trio foi condenado a 68 anos de prisão.
Na última sexta-feira (21), os demais promotores da acusação Douglas Oldegardo dos Santos, Luciana do Amaral Rabelo, Moisés Casarotto e Gerson Eduardo de Araújo já haviam informado ao juiz de Direito da 2ª Vara do Tribunal do Júri a intenção de apresentar recurso da sentença de primeiro grau.
Desta vez, foi Cristiane quem interpôs recurso de apelação em “causa própria” para tentar reformular a sentença. Cabe, agora, ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) se manifestar sobre os recursos.
A advogada atuou como assistente de acusação no Tribunal do Júri e deu um forte depoimento, durante a fase de debates, na quinta-feira (20), o 3º e último dia de julgamento.
Com o nome de Matheus bordado na beca, que ganhou de presente no primeiro dia de julgamento, Cristiane comoveu o plenário com o seu apelo por Justiça. Apesar da tensão, a advogada conta que decidiu atuar no júri para honrar o nome do filho.
“Chorei muito no final de semana em que tomei essa decisão, porque meu filho queria ser promotor de justiça. Eu estaria ali como a promotora dele, ele queria muito, era o sonho dele. Quando ele me disse isso, os olhos dele brilharam”, desabafou ela.
O caso
Em 2019, no dia 9 de abril, Matheus foi executado a tiros por engano enquanto deixava a garagem da casa onde morava com o pai, na Rua Antônio da Silva Vendas, no Jardim Bela Vista, no fim da tarde. O alvo era justamente o pai, Paulo Roberto Teixeira Xavier, ex-ajudante de ordens da família Name, segundo investigação.
Jamil Name Filho, conhecido como Jamilzinho, foi condenado a 23 anos e 6 meses de prisão pelo mando do crime. O policial aposentado Vladenilson Olmedo, e o ex-guarda civil, Marcelo Rios, foram condenados a 21 anos e 6 meses e 23 anos, respectivamente, por planejarem a execução.
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