Corrupção
STF mantém prisão de padre por desvio de verbas de entidades filantrópicas
A ministra Cármen Lúcia, rejeitou o pedido de liberdade do Padre Egídio, acusado de integrar um esquema criminoso
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou o pedido de revogação da prisão de Egídio de Carvalho Neto, mais conhecido como Padre Egídio. O religioso é acusado de participar de um esquema criminoso relacionado ao desvio de verbas do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana, situados em João Pessoa, na Paraíba.
Desvios - De acordo com o Ministério Público da Paraíba, recursos públicos que deveriam ser destinados ao funcionamento do Hospital Padre Zé eram desviados por Egídio, então presidente do Instituto São José, com o auxílio de duas outras investigadas. Os desvios envolviam falsificação de documentos e pagamento de propina a funcionários das entidades. O padre é investigado por lavagem de capitais, peculato e falsificação de documentos públicos e privados, por meio de organização criminosa.
Garantia da ordem - O Habeas Corpus (HC) 236849 foi apresentado contra decisão do relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB). No STF, a defesa alega que o padre está afastado de suas funções e que os bens encontrados durante as investigações, dentre eles, imóveis, estão bloqueados.
Na avaliação da ministra Cármen Lúcia, porém, não há ilegalidade que justifique a revogação da medida antes de pronunciamento definitivo do pedido pelas instâncias anteriores. Ele observou que, ao decretar a prisão, o desembargador do TJ-PB assinalou a gravidade concreta e as circunstâncias do caso, pois se trata do presidente de entidade filantrópica investigado por diversos delitos. Assim, a medida está de acordo com a jurisprudência do Supremo de que a periculosidade do agente justifica a prisão cautelar.
(*) Com informações do STF
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