Desfecho
PM é condenado por atirar contra homem em bar na Capital
Juiz Aluizio Pereira dos Santos sentenciou Guilherme Santos Farias a 5 anos de prisão em regime semiaberto e R$ 10 mil de indenização à vítima
Em decisão recente, o policial militar Guilherme Santos Farias, de 30 anos, foi condenado a 5 anos e 2 meses de reclusão por lesão corporal, após disparar contra um homem de 33 anos em um bar no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no dia 21 de março de 2024.
A acusação inicial era de tentativa de homicídio, mas, durante o processo, a promotora Luciana do Amaral Rabelo solicitou a desclassificação do crime para lesão corporal, o que foi acatado pela Justiça, isentando o réu de ser julgado pelo Tribunal do Júri por crime contra a vida.
A defesa de Farias pleiteou a absolvição do policial, mas o pedido foi negado. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, determinou que o réu cumpra a pena em regime semiaberto. Farias permanece em liberdade, pois teve sua prisão preventiva revogada anteriormente.
Além da pena privativa de liberdade, o policial foi condenado a pagar R$ 10.000,00 à vítima, a título de danos morais, com correção monetária e juros de 1% ao mês desde a data do crime. Caso a vítima deseje um valor superior, deverá recorrer à Justiça Cível.
A vítima, atualmente com 34 anos, sofreu a amputação de um dedo da mão e passou por uma cirurgia no tórax devido ao disparo, com cicatrizes significativas. O juiz concluiu que a vítima não contribuiu para o ocorrido.
O juiz também observou que o disparo foi feito em um local público, colocando em risco outras pessoas, incluindo crianças. A motivação do crime foi um desentendimento entre a vítima e o amigo de Farias. O juiz considerou que não havia elementos que justificassem a legítima defesa no momento do disparo.
Farias, que era integrante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul na época do crime, poderá recorrer da sentença. Em uma decisão anterior, foi determinado pela Justiça que o policial fosse afastado das ruas e tivesse seu porte de arma suspenso.
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