Tribunal do Júri
Homem que matou o pai a tiros no Colúmbia tem pedido de liberdade negado pela Justiça
Acusado segue preso após juiz entender que continuam presentes os motivos para a prisão preventiva
A Justiça de Campo Grande negou o pedido de liberdade de Adriano do Couto Marques, de 40 anos, que está preso acusado de assassinar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, de 70 anos, a tiros. O crime aconteceu no dia 18 de janeiro deste ano, no bairro Jardim Colúmbia, na região norte da Capital.
A decisão é do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, presidente da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que rejeitou os argumentos apresentados pela defesa para revogar a prisão preventiva do acusado.
No pedido, a defesa sustentou que não estariam presentes os fundamentos para a manutenção da prisão cautelar, alegando ainda que Adriano possui bons antecedentes, filhos menores de idade, endereço fixo e trabalho lícito.
O pedido foi analisado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que também se manifestou pelo indeferimento da solicitação. Após analisar os autos, o magistrado decidiu manter a prisão.
Na decisão, o juiz destacou que não houve qualquer alteração na situação processual do acusado que justificasse a revogação da medida. "Verifico que, até o momento, não houve alteração na situação do requerente, mantendo-se inalterados os fundamentos da decisão que decretou a prisão cautelar", registrou.
Outro ponto ressaltado pelo magistrado foi que as condições pessoais apresentadas pela defesa não são suficientes, por si só, para garantir a liberdade do réu. "O fato de o requerente possuir endereço certo e trabalho lícito não autoriza, de per si, sua colocação em liberdade", pontuou.
O juiz também observou que existem informações nos autos indicando que, após o crime, o acusado teria deixado o local dos fatos, circunstância considerada relevante para a manutenção da prisão preventiva.
"Além do mais, há informações nos autos de que, após o cometimento do delito, o acusado teria se evadido do local dos fatos, de modo que a prisão se faz mister para assegurar a aplicação da lei penal", consta na decisão.
Com o indeferimento do pedido, Adriano do Couto Marques continuará preso enquanto responde à acusação de homicídio. A defesa ainda poderá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
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