Campo Grande
Justiça solta dono de adega após flagrante de tráfico e mantém funcionário preso
Investigação começou após denúncia registrada pelo Disque 181 apontar suposta venda de drogas em estabelecimento da Mata do Segredo
A Justiça de Campo Grande determinou, neste sábado (1º), a soltura do proprietário de uma adega no bairro Mata do Segredo, preso na noite de quinta-feira (30) por associação criminosa e tráfico de drogas.
O funcionário do estabelecimento, Vinicius Santos de Oliveira, de 19 anos, teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia. Com a decisão, ele continuará em uma cadeia pública enquanto responde às acusações.
Flagrante após denúncia
A prisão dos dois ocorreu durante uma ação do GOI (Grupo de Operações e Investigações) da Polícia Civil, desencadeada após denúncias anônimas sobre a venda de drogas na adega.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe recebeu, por meio do Disque 181, a informação de que o imóvel localizado na Rua Nelson Abraão Lemos estaria sendo utilizado para o tráfico de entorpecentes. A denúncia também apontava que o proprietário seria o responsável pela comercialização das drogas.
Com base nas informações, os investigadores passaram a monitorar o local. Durante a vigilância, observaram pessoas se aproximando da entrada do estabelecimento, entregando um objeto pela grade e recebendo outro logo em seguida.
Após a observação, os policiais entraram no imóvel e identificaram Vinicius Santos de Oliveira, que informou estar responsável pelo atendimento no momento da abordagem.
Segundo o registro policial, Vinicius admitiu ter vendido uma porção de maconha minutos antes. Ele afirmou que trabalhava apenas como funcionário da conveniência e que recebia R$ 70 por diária.
Nas buscas, os investigadores localizaram um quarto anexo à conveniência. Embora o cômodo estivesse trancado, a chave foi encontrada em uma caixa próxima ao funcionário.
Dentro do quarto, os policiais encontraram caixas e estoques de bebidas, além de uma mochila contendo porções de maconha fracionadas, embaladas e prontas para comercialização.
Ao ser questionado sobre o entorpecente, Vinicius afirmou que desconhecia a existência da droga. Ele também declarou que o quarto era de acesso exclusivo do proprietário do estabelecimento.
Na sequência, o funcionário indicou outro endereço onde o empresário poderia ser localizado, informando que ele era dono de duas conveniências.
Os policiais foram até o local indicado, encontraram o empresário e o conduziram, juntamente com Vinicius Santos de Oliveira, para a DEPAC/Cepol.
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