O ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) foi preso neste domingo (2) pela polícia da Bolívia, encerrando pouco mais de um mês de fuga após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça de Mato Grosso do Sul em 8 de julho. Investigado na Operação Successione, ele já tinha mandado encaminhado para inclusão na lista de Difusão Vermelha da Interpol, medida que buscava ampliar sua localização e captura. 

A ordem de prisão foi expedida depois que Neno perdeu o foro por prerrogativa de função. Com a recontagem dos votos do PL determinada pela Justiça Eleitoral, João César Mattogrosso assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa, fazendo com que o processo deixasse o Tribunal de Justiça e passasse a tramitar na primeira instância. Foi nesse contexto que a 4ª Vara Criminal decretou a prisão preventiva do ex-parlamentar. 

Neno é apontado pelo Ministério Público como um dos investigados da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho, além de crimes como roubos, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional. Na quarta fase da operação, deflagrada em novembro de 2025, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. 

Além da investigação, o ex-deputado já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorre da decisão. 

A prisão ocorre poucos dias antes do julgamento do habeas corpus de Neno Razuk pela 1ª Câmara Criminal do TJMS, marcado para 6 de agosto. O pedido já havia sido negado liminarmente pelo relator, desembargador Jonas Hass Silva Júnior, e agora será analisado pelo colegiado.