Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu nesta terça-feira (8) o julgamento sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mesmo depois de a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formar maioria para manter a medida. Com a interrupção, o resultado não pode ser oficialmente proclamado.

O julgamento ocorria em sessão virtual e analisava a decisão do ministro André Mendonça, que determinou preventivamente o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada.

Gilmar pediu mais tempo para analisar o caso menos de dez minutos depois do início da sessão. Na sequência, os ministros Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam os votos e acompanharam integralmente Mendonça. Assim, três integrantes da Segunda Turma já se posicionaram pela manutenção da decisão, formando maioria.

Apesar da suspensão do julgamento, Andrei continua afastado. Isso porque a decisão de Mendonça foi tomada de forma liminar e permanece válida enquanto o colegiado não concluir a análise. Gilmar Mendes tem até 90 dias para devolver o processo.

Mendonça determinou o afastamento após apontar indícios de irregularidades na produção de relatórios de inteligência da PF. Segundo o ministro, os documentos indicariam um “monitoramento sistemático e ilegal” de sua atuação e de outras autoridades por mais de 30 dias, além da exposição de informações relacionadas a processos sob sigilo.

O ministro também determinou que a Corregedoria da PF abra investigações nas esferas penal e administrativo-disciplinar para identificar quem ordenou e produziu os relatórios e verificar se existem outros documentos semelhantes.

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