Tribunal do Júr
Réu acusado de feminicídio de Bruna Maroto enfrenta julgamento nesta quarta-feira
Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidirá pela absolvição ou condenação do réu, que negou o crime durante o processo
O Tribunal do Júri de Campo Grande julga nesta quarta-feira (21) Edvan da Silva Rodrigues, acusado de feminicídio consumado contra Bruna dos Santos Maroto, de 26 anos, morta em 27 de dezembro de 2024, no bairro Los Angeles. O julgamento ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos.
Na época, Bruna foi encontrada morta caída em uma residência abandonada onde morava com Edvan. No local, populares relataram que ela havia sido morta pelo convivente. O relacionamento era conturbado, e os dois viviam brigando, embora continuassem juntos “aos trancos e barrancos”.
Conforme os elementos do caso, Edvan acionou socorro por intermédio de um terceiro e atribuiu o estado da vítima a uma suposta crise epiléptica. Entretanto, os sinais físicos observados em Bruna, como edemas e escoriações no rosto, não eram compatíveis com essa explicação e, conforme descrito no processo, correspondiam a um quadro de morte violenta por asfixia.
Durante o andamento do processo, antes desta fase de julgamento, Edvan negou o crime e sustentou a ausência de indícios suficientes de autoria. Ele afirmou que sempre negou a prática do delito e que não existem testemunhas presenciais, provas técnicas ou elementos periciais que o vinculem à morte.
A decisão caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete pessoas da sociedade, que deverá decidir pela absolvição ou condenação do réu. A previsão é que o julgamento seja encerrado ao final desta quarta-feira (21).
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