Homem de 55 anos, motorista de aplicativo na Capital, relata nesta segunda-feira (4), ter sido usado para aplicar golpe de estelionato. Ele foi usado para transportar um quadriciclo até um endereço, mas devido a duas mudanças de destino, ele foi estranhou a situção e foi até a delegacia pedir que uma equipe o acompanhasse na entrega, afim de garantir sua segurança. Ao chegarem no local, um rapaz de 19 anos avistou a viatura e tentou, sem sucesso fugir.

Segundo ocorrência, na madrugada de hoje, o motorista foi chamado para fazer uma entrega pra um homem que dizia ser policial do Estado de São Paulo, até a foto do perfil do WhatsApp era com uniforme da instituição. Ele estranhou a situação e pediu apoio a policiais.

A equipe passou a acompanha-lo, ao chegarem há cerca de 100 metros do endereço, observaram um jovem sair correndo da residência, onde deveria ocorrer a entrega.

Ele relatou que mora de favor na casa de um detento que está preso há cerca de cinco anos, e que este realiza golpes na OLX ao comprar objetos com comprovantes bancários falsos e, após isso, pede para que motoristas de aplicativos busquem os produtos e entreguem a ele para revenda.

A esposa do detento, estava há duas quadras da casa observando a movimentação, e avisava o marido preso sobre a movimentação, ela saiu correndo quando a equipe avistou o funcionário deles. Ela conseguiu fugir.

O rapaz confessou que já intermediou a revenda de outros nove produtos, entre eles três máquinas de frango, 5 Pneus e camionete BF GoodRich, dois jogos de cadeiras de plástico entre outros objetos e que pelo auxílio na revenda dos produtos, recebia cerca de R$ 60,00 por cada objeto vendido.

O detento passou a ameaçar o motorista dizendo que iria incendiar a sua residência e matar todos os seus familiares.

A equipe foi então até a casa da vítima proprietária do carro infantil elétrico, que contou que vendeu o brinquedo por R$ 600,00 e que o suposto cliente teria enviado o comprovante do depósito do valor na conta de sua mãe no whatsapp, depois ela descobriu que não havia recebido valor algum.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro como

Estelionato, coação no curso do processo e associação criminosa e o caso segue em investigação.