Pelo menos duas pessoas, de 37 e 42 anos, foram presas em flagrante nesta quarta-feira (18) pelo crime de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes em Campo Grande. A detenção faz parte da Operação Predador, desencadeada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) em alusão ao dia nacional de combate a esse tipo de crime.

A equipe ainda conta com apoio do serviço de informática e de inteligência da Polícia Civil, onde estão empenhados cerca de 19 policiais.

Os dois alvos presos vão responder por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

A delegada titular da DEPCA, Fernanda Félix Carvalho Mendes, afirmou que a unidade recebe mais de 3 mil denúncias por ano referentes a prática de crimes e violência contra crianças e adolescentes.

“A Campanha Nacional “Maio Laranja” tem o objetivo de incentivar a realização de atividades para conscientizar, prevenir, orientar e combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, e nós da Polícia Civil do MS participamos ativamente atuando no Combate a disseminação de Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM) por meio de ações organizadas com a finalidade de prevenir, reprimir e identificar e prender os autores que armazene e compartilhe material de abuso sexual Infantil”, explicou.

A delegada Fernanda lembrou que 'abuso sexual' acontece no ambiente doméstico, mas também fora dele, e no último ano, esse tipo de crime têm aumentado constantemente na área virtual, na internet.

Campanha maio laranja - Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, desapareceu para nunca mais ser vista com vida. Seis dias depois, o corpo da menina foi localizado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. A menina foi espancada, estuprada, drogada e morta. Seu corpo foi desfigurado com ácido. À época do crime, os policiais ouviram diversas versões sobre o ocorrido e após o julgamento e a absolvição dos suspeitos, o processo do Caso Araceli foi arquivado pela Justiça.

A morte de Araceli, no entanto, serviu como alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças. Pela brutalidade e truculência, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos.

Em 2000, por meio da Lei 9.970, foi instituído o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.