Polícia
Homem diz ser Defensor Público e tenta bater em segurança de fast-food na Afonso Pena
O agressor é na verdade funcionário do setor administrativo da Defensoria e estaria desrespeitando as regras do local
Um segurança da loja de fast-food localizada em frente a Praça do Rádio, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, foi agredido por dois homens durante a madrugada desta quinta-feira (26). Um dos rapazes, de 31 anos, disse ser filho de juiz e Defensor da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE/MS). O homem na verdade trabalha no setor administrativo da instituição.
De acordo com o boletim de ocorrência, ele estaria acompanhado de um amigo, de 28 anos, os dois estariam bêbados e desrespeitando as regras do estabelecimento. Dentro da loja, um dos rapazes teria sentado no balcão, mas foi repreendido pelo segurança.
Irritados, eles teriam ido para o deck da loja fumar um tipo de cigarro eletrônico. Por ser um local coberto, eles foram orientados pelo segurança a não utilizar o produto no local, porem, o jovem de 28 anos ignorou as orientações e para provocar o trabalhador entrou dentro da loja para soltar fumaça.
Mais uma vez, eles foram orientados a seguir as normas do ambiente em que estavam. Os autores voltaram a utilizar o cigarro no deck, durante a quarta orientação, o funcionário da DPE teria se levantado rapidamente com a intenção de agredir o segurança, porém, foi empurrado para longe. O amigo do defensor teria então iniciado uma discussão com a vítima.
Se sentindo ameaçado, o trabalhador acionou a polícia. Com a chegada da equipe, os autores disseram terem sido agredidos pelo segurança do local.
Já na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, o homem de 31 anos disse repetidas vezes ser filho de juiz e fez ameaças dizendo que “isso não ficaria assim”, ele também alegou ser Defensor Público estadual e que todos seriam processados. O caso foi registrado na delegacia como ‘vias de fato’.
O JD1 Notícias procurou a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE/MS) e foi informado que o acusado é na verdade servidor do setor administrativo, não sendo Defensor Público. Leia na integra:
"A Defensoria Pública de MS informa que W.A.C. não é defensor público, mas sim servidor administrativo. Informa, ainda, que apura o fato ocorrido."