Polícia
Guarda que atirou em homem agiu com os princípios da instituição, diz nota
GCM informou que o servidor agiu em legítima defesa ao ser atacado por autor
Após um guarda municipal, de 36 anos, intervir em uma briga e acabar baleando um homem, de 46 anos, em uma farmácia na Avenida Guaicurus, na região do Jardim Colibri, em Campo Grande, a assessoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) emitiu uma nota informando que o servidor agiu “de acordo com os princípios da instituição”. Apesar disso, um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) será instaurado para apurar todos os fatos.
Conforme a nota, o agente estava de folga no momento em que entrou no estabelecimento para efetuar uma compra, se deparando com uma discussão entre o homem e os atendentes. Embriagado, o rapaz que foi baleado tentava passar uma cédula de dinheiro rasgada para frente, mas como não foi aceita acabou se alterando e proferindo ameaças e ofensas contra os trabalhadores do estabelecimento.
Vendo a situação se agravar, ele teria se identificado como guarda civil metropolitano. “Na tentativa de apaziguar a situação, agindo de acordo com os princípios que regem esta instituição, que são a preservação da vida, redução do sofrimento e diminuição das perdas, compromisso com a evolução social da comunidade”, informa a GCM em nota.
Ainda de acordo com o explicado, o agente só teria usado a força após ser ameaçado pelo homem, que tentou ainda tomar a arma do GCM. “O servidor efetuou um disparo com revólver calibre 38 no intuito de cessar a injusta agressão sofrida, vindo a atingi-lo”, esclarece.
Logo depois de efetuar o disparo, os primeiros socorros foram prestados ao homem pelo próprio agente, que acionou o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) rapidamente, que o levou para a Santa Casa.
Apesar de ter agido conforme os princípios da instituição, um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) será instaurado para apurar todos os fatos narrados pelo agente.
“No intuito de garantir a correta atuação do Poder Público, será aberto Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) onde todos os fatos serão identificados, apurados e após extensa investigação interna, será dado o parecer final da situação, ainda que esse processo não exclua a chance de investigação nas esferas civil e penal”, finaliza a nota.