Polícia
Suplente de deputado também é alvo da PF em fase da Lesa Pátria em MS
Operação cumpre dois mandados de busca e apreensão; o primeiro foi na casa da assessora de outro deputado
O suplente a deputado de Mato Grosso do Sul, Rodrigo Lins (PRTB), é o segundo alvo da Polícia Federal em uma mais uma fase da Operação Lesa Pátria nesta terça-feira (5). Ele concorreu nas últimas eleições para um cargo de deputado estadual, mas não atingiu os votos necessários.
O político é conhecido por realizar convocações em massa para manifestos. Um deles, inclusive, seria em relação ao episódio em que a frente do Comando Militar do Oeste ficou tomado por manifestantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lins também se apresenta como presidente fundador do Instituto Nacional de Direita do Brasil.
Em solo sul-mato-grossense, a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão. O primeiro alvo foi a assessora parlamentar do deputado estadual Rafael Tavares (PRTB), que reagiu nas redes sociais afirmando que a investigação se trata de uma 'perseguição'.
"O PT mandou a Polícia Federal fazer busca apreensão na casa da minha assessora. É óbvio que o objetivo dessa operação é chegar até mim. Perseguição política na democracia relativa do PT", diz a publicação.
16° fase da Lesa Pátria - A Polícia Federal deflagrou a 16° fase da Operação Lesa Patria com o objetivo de identificar participantes que financiaram os ataques aos três poderes no dia 8 de janeiro, em alusão a não aceitação das eleições presidenciais que ocorreram em outubro do ano passado.
Foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em São Paulo (12), Paraná (6), Tocantins (2), Santa Catarina (3), Minas Gerais (26), Mato Grosso do Sul (2) e Ceará (2).
Ainda segundo a nota divulgada pela corporação, foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Apura-se que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar à cifra de R$ 40 milhões.
"Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido", diz a nota.