O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira esteve em reunião com o titular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Tadeu Alencar, em Brasília (DF), no início da semana, ocasião onde garantiu a continuidade da Operação Hórus, também estendeu a ação para as aldeias localizadas na faixa de fronteira.

A decisão atende pedido dos deputados Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa, e Londres Machado (PP). Em ofício encaminhado a Antônio Carlos Videira, no dia 27 de setembro, os parlamentares solicitaram a destinação de 50% das ações da Operação Hórus para aldeias de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia e Dourados, “em razão dos recentes conflitos entre indígenas e produtores rurais e o alto risco de confronto”.


“Ações de Segurança Pública como essa são de fundamental importância para garantir a segurança, a preservação cultural e o bem-estar das comunidades indígenas”, pontuou Paulo Corrêa
 

Conforme Videira, a iniciativa também atende ao pedido dos Conselhos de Segurança Indígena das aldeias Jaguapiru e Bororó de Dourados. “Mas estenderemos as ações da Operação Hórus também para as aldeias de Amambai, Coronel Sapucaia e Antônio João, que também reivindicam mais segurança”, explica o secretário.

As aldeias contempladas com a Operação Hórus apresentam, segundo Videira, índices de criminalidade acima da média estadual. “As equipes policiais que já atuam na Operação Hórus terão agora incluído em suas áreas de autuação essas comunidades indígenas”, enfatiza.

A Hórus é uma operação permanente dos Guardiões da Fronteira, do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), e conta com o apoio das forças de segurança de 12 estados, incluindo todos os fronteiriços, entre eles, Mato Grosso do Sul. Além das polícias civis e militares de cada unidade federativa, participam da ação conjunta as polícias Federal, Rodoviária Federal, Penal e o Exército Brasileiro para combater o crime organizado, bem como a entrada e saída de produtos de contrabando, ao longo dos 16,8 mil km de fronteira terrestre no Brasil.

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