Investigadores da Polícia Federal estão preocupados com a possibilidade que o software utilizado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e pelo Exército, para rastrear pessoas durante o governo do ex-presidente Bolsonaro, tenha exposto dados sensíveis do Brasil para outros países.

Foi utilizada a ferramenta FirstMile, comprada da empresa Cognyte, para a realização desses rastreamentos, porém, os dados coletados foram armazenados em um servidor localizado em Israel, que tem um histórico do desenvolvimento de programas de espionagem.

A ferramenta foi utilizada para o rastreamento ilegal de jornalistas, políticos adversários do governo Bolsonaro e até integrantes do Poder Judiciário.

Na avaliação dos investigadores da PF, as ações acabaram expondo informações da rede de telefonia brasileira para profissionais estrangeiros.