Durante a sessão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal do Brasil (CCJ), nesta terça-feira (26), o deputado Darci de Matos (PSD), relator da medida cautelar que tem Chiquinho Brazão como alvo, defendeu que ele continue preso.

Mas o deputado Gilson Marques (Novo) pediu vista do caso, ou seja, mais tempo para discutir a medida. O prazo de vista dado na CCJ é de duas sessões plenárias da Câmara, por causa do feriado de Páscoa. No entanto, o caso pode ficar para as próximas semanas.

Alguns deputados presentes na sessão defenderam que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP), paute o parecer direto no plenário, sem passar pela CCJ.

Se aprovado pela CCJ, o parecer ainda precisará do aval do plenário da Câmara, o que ainda não tem data para ocorrer. Para a prisão ser mantida, o documento terá de ser aprovado por maioria dos deputados, com 257 votos.

Chiquinho Brazão está preso desde o último domingo (24) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista dela, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

Além dele, foram presos Domingos Brazão, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o delegado da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa. Todos negam envolvimento no crime.

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