Polícia
Juíza determina prisão preventiva a jornalista que estuprou criança em Campo Grande
Assessor de importante hospital da cidade negou as acusações durante depoimento
Renan Lopes Gonzaga, de 36 anos, jornalista e assessor de um dos importantes hospitais de Campo Grande, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante a audiência de custódia, na manhã desta quinta-feira (4).
A decisão de mantê-lo atrás das grades partiu da juíza Eliane De Freitas Lima Vicente. Renan foi preso em flagrante na terça-feira, dia 2 de setembro.
O jornalista chegou a negar que tivesse cometido qualquer crime sexual contra a vítima, alegando que "os menores pediam para dormir na sua casa".
Ainda em seu relato, ele explicou que o adolescente e seu amigo ficaram jogando videogame enquanto fazia o serviço. Apesar das alegações do menor, de que teria oferecido bebidas alcoólicas para as crianças, Renan negou.
Para o delegado, ele negou a prática de abuso sexual.
Relembre o caso - Renan estava de férias quando teria cometido o crime contra o menino. Ele voltaria a trabalhar no dia 16 de setembro.
Conforme as informações policiais, o menor desapareceu na tarde de segunda-feira (1º). Logo após o registro da ocorrência, a mãe recebeu uma ligação de um vizinho informando que ele havia chegado em casa em um veículo de aplicativo. Ao conversar com o filho, ele relatou que havia passado a noite no apartamento de um conhecido de seu amigo, desde as 21h do dia anterior, onde consumiram bebidas alcoólicas, energéticos e ouviram música.
Ainda em seu relato, ele detalhou que em determinado momento, o autor praticou atos libidinosos com ele. Após ouvir o relato do filho, a mãe se dirigiu imediatamente à DEPAC CEPOL para solicitar apoio e relatar o ocorrido.
Na presença das autoridades, o adolescente confirmou os abusos e relatou que o amigo frequenta o local com outros colegas, e que o suspeito costuma atrair crianças à residência.
A Polícia Civil apreendeu no local equipamentos eletrônicos, como notebooks, tablets, celulares e câmeras de vigilância, que serão encaminhados à perícia. A vítima descreve o suspeito como alguém que oferecia comida, videogame, piscina e bebidas alcoólicas para criar um ambiente de confiança, facilitando a prática de abusos.
O que diz o hospital? - Em nota, a Santa Casa de Campo Grande se manifestou de maneira oficial sobre o assunto. Veja o texto na íntegra:
"A Santa Casa de Campo Grande esclarece que o jornalista mencionado não possui qualquer registro de ocorrência profissional durante o período em que atua na instituição. Informamos que, no momento, o colaborador encontra-se em período de férias, conforme previsto em sua escala de trabalho.
Ressaltamos que, como parte dos procedimentos internos de admissão, todos os colaboradores têm seus antecedentes criminais devidamente verificados antes de serem admitidos ao quadro funcional.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a ética, e se reserva o direito de aguardar a apuração dos fatos pelas autoridades competentes, para então tomar as medidas cabíveis, caso necessário".