A Polícia Civil investiga um homicídio registrado neste domingo (14), no bairro Jardim Presidente, em Campo Grande. A vítima foi identificada como Renan Rodrigues Vaz, de 30 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para um endereço na rua Sílvia de Campos. No local, os policiais se depararam com Renan e a mãe dele deitados na entrada do quarto da frente. A mulher estava aos prantos e o acariciava, dizendo: "ele morreu".

Consta ainda que, segundo familiares, haviam se passado cerca de 10 minutos desde o último suspiro da vítima. O homem apresentava lesões aparentes no crânio, com extravasamento de massa encefálica, além de fratura exposta na tíbia direita, sendo apontados na ocorrência indícios de espancamento.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e a equipe avançada confirmou o óbito no local.

Diante da situação, a área foi isolada até a chegada da Polícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os levantamentos investigativos. Em seguida, o corpo foi recolhido pela funerária de plantão e encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL).

Consta na ocorrência ainda que o pai da vítima relatou não saber quem teria cometido a agressão. Ele informou que o filho seria usuário de cocaína e que já teria se envolvido em furtos na região, o que teria gerado vários desafetos. 

Segundo o relato, quando chegou ao local, encontrou o filho inconsciente em cima do sofá do quarto, gemendo e sangrando, e o arrastou para o chão, momento em que colocou a vítima de lado e o sangue saiu pela boca, parando logo em seguida de respirar.

Consta ainda que, nesta madrugada, um Fiat Uno de cor escura (preto ou verde) teria estacionado em frente ao imóvel da vítima, com pessoas entrando a pé na residência, sendo informado o endereço de um cidadão à polícia.

A Polícia Civil realizou diligência na rua João Pinto Filho, na mesma região, porém não encontrou ninguém e nem vestígios de movimentação recente.

Pelas lesões, a Polícia Civil suspeita, conforme análise pericial preliminar, que Renan Rodrigues Vaz tenha sido vítima de espancamento, possivelmente praticado com instrumentos contundentes, apresentando dilacerações no crânio, face e pernas. 

Pela dinâmica observada, há indícios de que a cabeça da vítima tenha sido violentamente projetada contra uma das paredes do quarto. Nenhum instrumento com vestígios aparentes foi localizado ou recolhido no local.

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI). A Polícia Civil trabalha com possíveis suspeitos já mencionados na ocorrência, identificados como "Fernando, vulgo Zoi de Gato", e "Cheká Funileiro". 

As investigações seguem em andamento.

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