Polícia
Esquema de contrabando movimentou R$ 76 milhões e usava vans na Capital
Quadrilha fazia transporte fracionado de cigarros a partir da fronteira para ocultar depósitos em Campo Grande
A organização criminosa alvo da "Operação Rota Clandestina" movimentou a quantia de R$ 76 milhões por meio do contrabando em larga escala de cigarros paraguaios. Os dados logísticos e financeiros foram detalhados pela Receita Federal, que atua em conjunto com a PF e a PRF na Capital.
O esquema funcionava de maneira altamente estruturada, iniciando com a compra dos produtos na linha de fronteira com o Paraguai. Para tentar driblar as fiscalizações das rodovias, o bando realizava um transporte fracionado, utilizando diversos veículos menores para carregar mercadorias em pequenas quantidades.
Após entrarem em Mato Grosso do Sul, as cargas ilícitas eram estocadas em depósitos clandestinos espalhados estrategicamente por Campo Grande. Dessa base logística na Capital, o grupo organizava a distribuição final do cigarro contrabandeado, enviando os produtos para abastecer outras unidades da federação.
A Receita Federal mobilizou 22 servidores, entre auditores e analistas, para dar suporte na contabilidade e na identificação das fraudes financeiras. Toda a movimentação de lavagem de dinheiro contava com doleiros no exterior, que recebiam os pagamentos via "dólar-cabo" para blindar o patrimônio dos chefes.