Polícia
Mulher que incendiou ex-diretor do IFMS queria assustá-lo por confissão de traição
Médica veterinária confessou o crime após briga por relacionamento extraconjugal em Brasília
A médica veterinária, de 42 anos, presa por tentativa de homicídio após incendiar o corpo do marido, de 41 anos, e ex-diretor do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), durante a segunda-feira, dia 22, afirmou em interrogatório que não tinha intenção de matá-lo e que queria apenas “assustá-lo” durante uma discussão sobre uma suposta relação extraconjugal.
Segundo a mulher, o casal, que está junto há 26 anos, discutia desde a noite de domingo, sobre a suspeita de que a vítima mantinha um relacionamento em Brasília, onde atua como servidor público. Ela afirmou que queria que o marido confirmasse a situação.
Durante o interrogatório, a médica veterinária relatou que, em meio a discussão, pegou um recipiente com álcool na cozinha e despejou parte do líquido sobre uma mochila que pertencia ao marido. Conforme a versão apresentada por ela, o objetivo era queimar os pertences dele. A suspeita disse acreditar que, durante a ação, parte do álcool acabou atingindo uma camiseta usada pelo companheiro.
Ainda conforme o depoimento, o homem deixou o quarto e seguiu para a garagem da residência. A médica veterinária afirmou que o acompanhou e, em determinado momento, acionou um isqueiro que carregava junto a uma carteira de cigarros. “Foi só para assustar”, declarou durante o interrogatório ao ser questionada sobre a motivação da ação.
Segundo a investigada, ela não percebeu imediatamente que as roupas do marido haviam entrado em combustão. A mulher relatou que tentou retirar a camiseta dele ao notar as chamas e que os dois caíram no chão durante a tentativa de apagar o fogo. Ela também afirmou que a filha do casal auxiliou no socorro, utilizando uma mangueira para conter as chamas.
Após o incidente, a veterinária disse que levou o marido ao Hospital da Cassems, de onde ele foi transferido posteriormente para outra a unidade do Proncor. A suspeita relatou que acompanhou parte do atendimento e que, naquele momento, recebeu informações de que ele não corria risco de morte.
Durante o depoimento, a mulher declarou estar arrependida. “Não era a minha intenção machucar ele. Não era a minha intenção botar fogo nele”, afirmou.
Ela também informou à polícia que realiza tratamento psiquiátrico há cerca de oito anos para transtorno de ansiedade generalizada e depressão. Segundo ela, estava sem utilizar a medicação prescrita havia entre 15 e 20 dias.
A Polícia Civil segue investigando o caso como tentativa de homicídio.