O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a maior operação de sua história contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) na manhã desta quarta-feira, dia 1°, ao cumprir mais de 300 mandados em seis estados, incluindo Mato Grosso do Sul.

Conforme a nota divulgada, são 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

A Operação Coluna Sul busca apurar o crime de integrar organização criminosa que pratica e coordena atividades criminosas dentro e fora das unidades prisionais do Estado.

Segundo a nota divulgada pelo Ministério Público, a Operação Coluna Sul constitui desdobramento das investigações iniciadas no âmbito da Operação Maserati e tem como objetivo prioritário manter ações firmes contra a capacidade de articulação das atividades da organização criminosa investigada.

Conforme apurado pelo órgão, os investigados estariam envolvidos na prática de múltiplos delitos, incluindo organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

Confronto no Paraná - Agentes do GAECO do Paraná foram alvos de disparos durante a intervenção realizada na região do estado vizinho. Os suspeitos abriram fogo contra os policiais ao perceber a presença da equipe, dando início a um confronto armado. 

Diante da injusta agressão, o Batalhão de Policia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONI), que prestava apoio ao Gaeco do Paraná, reagiram para conter a ação dos criminosos e garantir a segurança da operação, que tem como objetivo combater a atuação da facção criminosa. A troca de tiros mobilizou diversas equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e alta periculosidade apresentada pelos suspeitos, sendo que um deles morreu no confronto. O suspeito, integrante da facção, efetuou disparos contra os policiais fazendo uso de pistola com seletor de rajada.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, que realizará os exames periciais necessários, assegurando a preservação da cadeia de custódia e a integridade das evidências para fins de prova.