O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, dia 6, que criminosos prepararam uma emboscada para atacar a escolta responsável pela transferência do suspeito de participação na morte do soldado Marcelo Pimenta, em Corumbá, durante o sábado, dia 5. Integrantes do grupo monitoravam a movimentação policial e aguardavam a passagem da equipe na BR-262.

De acordo com o comandante, o suspeito havia sido preso no dia seguinte ao assassinato do policial militar, passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça. Por ser considerado um preso de alta sensibilidade, a transferência para Campo Grande contou com apoio do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

Durante o deslocamento, uma das viaturas apresentou problemas após o pneu furar, momento em que, segundo Garnes, os criminosos colocaram em prática a emboscada. "Dificilmente um pneu de viatura fura, mas justamente furou naquele momento. A emboscada estava preparada. Eles estavam monitorando, sim, a Polícia Militar", afirmou.

Ainda conforme o comandante, os policiais reagiram ao ataque e conseguiram impedir que a ação criminosa avançasse. O preso morreu durante a ocorrência e nenhum policial militar ficou ferido. "A Polícia Militar tomou todas as medidas necessárias. Graças a Deus nenhum policial militar foi ferido neste evento", disse.

Após o ataque, a corporação intensificou as buscas na região. Segundo Garnes, dois bolivianos morreram em confronto com equipes especializadas no domingo. Um deles, conhecido pelo codinome "Coyote", seria responsável por dar apoio aos envolvidos na morte do soldado Marcelo e também atuaria no tráfico internacional de drogas.

Na madrugada de segunda-feira, dia 6, outro suspeito morreu durante uma ação policial em Corumbá. Conforme o comandante, a maior parte dos criminosos mortos nos confrontos recentes possui ligação direta ou indireta com o grupo investigado pelo assassinato do policial militar.

As investigações sobre o caso continuam sob responsabilidade da Polícia Militar e da Polícia Civil, com apoio do setor de inteligência.