Polícia
Aluno de escola pública de Campo Grande estaria sofrendo bullying por ter cabelo comprido
O menor também teria sido vítima de violência por professores e de agressões praticadas por outros alunos
Um aluno de 7 anos, matriculado em uma escola pública municipal de Campo Grande, estaria sofrendo bullying por ter o cabelo comprido. As denúncias também envolvem outras supostas violações de direitos da criança no ambiente escolar.
Outra situação apurada é que o estudante, que possui surdez, teria permanecido durante o primeiro semestre deste ano sem o profissional destinado ao atendimento de sua educação especial. Além disso, não teria tido acesso a material pedagógico acessível, mesmo após solicitação encaminhada à Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Outro ponto envolvendo o menor é a denúncia de que ele também teria sido tratado com rispidez e violência por uma professora e por um professor de Educação Física.
Ainda conforme as denúncias encaminhadas ao Conselho Tutelar, o aluno também teria sofrido violência praticada por outros colegas. Segundo os relatos, professores não teriam intervindo nas situações de conflito, deixando a criança à mercê de colegas maiores.
As denúncias foram registradas em uma delegacia, enquanto o Conselho Tutelar acompanha o caso, adota as providências cabíveis para garantir os direitos da criança e deverá acionar o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Outro Lado - O JD1 Notícias procurou a prefeitura de Campo Grande para solicitar um posicionamento sobre as denúncias. Em nota, a secretaria afirmou que a responsável pelo estudante foi atendida pela Secretaria no período anterior ao recesso escolar, ocasião em que a situação foi registrada em ata e definidos os encaminhamentos necessários para o atendimento do aluno. "Em relação ao atendimento educacional especializado, a Semed esclarece que foi disponibilizado profissional compatível com o laudo apresentado. No entanto, a proposta inicial, que incluía intérprete de Libras, não foi aceita pela responsável. Diante disso, a Secretaria passou a construir, em conjunto, uma alternativa de atendimento que contemple as necessidades do estudante, respeitando as especificidades do caso. No momento, aguarda-se o retorno da área técnica de Educação Especial para a efetivação dessa nova estratégia".
*Matéria atualizada às 14h39 para acréscimo de nota da Prefeitura.
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