Os celulares apreendidos com um homem e uma mulher presos no Paraguai, suspeitos de participação no sequestro da recém-nascida Ayla Emanuelly Pereira de Souza, poderão ajudar a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) a esclarecer a dinâmica do crime, que teve repercussão nacional. A prisão do casal e a localização da bebê ocorreram neste domingo (9), no Paraguai.

A criança estava na posse de um casal de brasileiros. A mulher foi presa em flagrante pelas autoridades paraguaias por possível participação no sequestro. Durante a ação, também foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e um veículo. Os materiais poderão auxiliar no esclarecimento da dinâmica do crime e na identificação de eventual participação de outras pessoas.

Após ser localizada, a bebê foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde recebeu os cuidados necessários.

A operação contou ainda com o apoio de agentes do Consulado Americano, em São Paulo. No Paraguai, a atuação integrada do Comando Bipartito, do Grupo Antissequestro (DAS), da Direção de Polícia do Amambay e das demais unidades envolvidas na cooperação policial internacional permitiu uma rápida resposta operacional do outro lado da fronteira.

Durante a mobilização provocada pelo sequestro da criança, Mato Grosso do Sul utilizou, pela primeira vez, a ferramenta Amber Alert, disponibilizada pelo Ministério da Justiça para ampliar a divulgação de casos envolvendo crianças desaparecidas. As informações foram compartilhadas nas redes sociais, incluindo Facebook e Instagram, ampliando o alcance do alerta e mobilizando a sociedade.

A investigação continua para esclarecer todo o sequestro e identificar eventual participação de outras pessoas na organização e execução do crime.

Os objetos apreendidos no Paraguai também deverão ser analisados e poderão fornecer novas informações sobre o planejamento, a execução e o deslocamento da criança após o sequestro em Campo Grande.

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