A arma de fabricação turca, encontrada no confronto entre Guilherme de Souza Oliva, de 24 anos, vulgo “Sagaz”, e o Batalhão de Choque, no Aero Rancho, pode ter sido utilizada no homicídio que vitimou dois homens, entre eles um adolescente, de 17 anos, na noite de 28 de agosto, em Campo Grande.

A informação foi divulgada pelo comandante do Choque, major Cleyton da Silva, que explicou que a arma foi localizada dentro de uma mala durante uma varredura em uma residência.

Segundo o major, o armamento chamou a atenção por não ser comum no Brasil e apresentar características semelhantes à arma utilizada no crime. Durante os procedimentos periciais, um cartucho calibre 12 deflagrado foi ejetado quando os peritos manusearam o armamento.

De acordo com Cleyton, a munição apresentou compatibilidade com os cartuchos encontrados no local do homicídio. “Então acabou aumentando ainda mais essa nossa certeza de que realmente foi a arma utilizada”, afirmou o comandante. A arma foi encaminhada para perícia técnica, que deverá contribuir para esclarecer de forma definitiva a relação do armamento com o crime ocorrido no dia 28.

Outro ponto levantado pelo major é a possível origem da arma. Conforme Cleyton, o armamento não teria registro de furto ou roubo, o que leva a polícia a considerar a possibilidade de que tenha entrado ilegalmente no país por uma das regiões de fronteira de Mato Grosso do Sul, possivelmente pelo Paraguai ou pela Bolívia.

A perícia e os demais procedimentos policiais seguem para esclarecer a participação do armamento no homicídio e identificar todos os envolvidos no crime.