Polícia
Operação Lívia: grupos eram usados para ameaçar e coagir vítimas em MS
Nova fase da operação foi desencadeada após a morte de uma adolescente em Campo Grande
Comunidades virtuais conhecidas como “panelas”, que reuniam adolescentes e tinham estrutura hierarquizada, foram os alvos da segunda fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para investigar a morte de uma adolescente em Campo Grande. Nesta etapa, seis adolescentes, de 13 a 17 anos, foram apreendidos em cinco estados brasileiros.
A partir da perícia e análise de materiais apreendidos na primeira fase, os investigadores identificaram adolescentes que, segundo a apuração, exerciam funções de liderança nesses grupos. As “panelas” teriam integrantes responsáveis por diferentes funções, incluindo a atração e cooptação de novas vítimas.
As investigações apontaram ainda que os envolvidos utilizavam redes sociais e plataformas como Zangi, Telegram, Discord e Instagram para se aproximar de adolescentes vulneráveis. Perfis falsos seriam usados para estabelecer confiança e obter informações pessoais e familiares posteriormente utilizadas em ameaças e coações.
No caso de Lívia, a Polícia Civil identificou indícios de participação desses grupos na dinâmica que antecedeu a morte da adolescente. A transmissão do ato ocorreu pelas plataformas Discord e Instagram. Com a nova fase, a Operação Lívia chega a 12 pessoas apreendidas ou presas. A primeira etapa havia alcançado cinco adolescentes e um adulto, que responde por homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais.
Os seis adolescentes permanecem sob custódia, enquanto o Poder Judiciário deverá definir as medidas aplicáveis.
Nessa operação foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia.