Francisco Cezário de Oliveira, de 77 anos, voltou a ser preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na manhã desta quarta-feira (28), na própria residência, em Campo Grande. O motivo da prisão ainda não foi divulgado, mas a princípio, ele teria descumprido uma ordem judicial antiga.
Porém, a informação apurada pelo JD1 Notícias é que mandados de busca e apreensão também estavam sendo cumpridos no imóvel do ex-chefe do comando de futebol sul-mato-grossense. O Ministério Público ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Essa é a segunda vez que Cezário é preso na própria residência. Na primeira oportunidade, em maio deste ano, ele foi alvo da Operação 'Cartão Vermelho', que apurou que tanto ele, como a alta cúpula da FFMS, desviaram mais de R$ 6 milhões dos cofres da entidade, além de lavagem de dinheiro com uma organização criminosa.
Naquela ação investigativa, o Gaeco informou que o desvio do montante aconteceu entre o período de setembro de 2018 a fevereiro de 2023. O ex-presidente da FFMS havia sido preso por força de um mandado de prisão, além de ser alvo de mandados de busca e apreensão. Porém, recebeu liberdade provisória no dia 6 de junho, e estava solto sob a condição de ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Francisca Rosa de Oliveira, advogada e irmã de Cezário, disse a reportagem que todos foram pegos de surpresa com a ação do Gaeco e alegou que "estamos sendo vítimas de uma coisa que não estamos sabendo".
"Não existe nada que diga que houve esse desvio de dinheiro, porque não existe Coaf que realmente investiga desvios financeiros, não existe Febrapan, não existe imposto de renda, Receita Federal. Então ninguém entende porque esse tipo de ação", disse.
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