Eleições 2026
Partidos da base de Riedel concentram 60% do Fundo Eleitoral e larga com força para 2026
PL, União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos terão direito a R$ 2,99 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha
Os partidos políticos terão à disposição R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026. Os valores da distribuição foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (5 e mostram que a maior parte dos recursos ficará concentrada em poucas legendas. Nacionalmente, o PL lidera o ranking com R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526,2 milhões.
Em Mato Grosso do Sul, a distribuição ganha peso diante da formação da aliança que trabalha pela reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). O grupo reúne PP, PL, PSD, MDB, Republicanos, União Brasil e PSDB, legendas que, juntas, concentram uma parcela significativa do fundo eleitoral nacional.
Entre os partidos da aliança, o PL é o que terá maior capacidade financeira, com R$ 881,7 milhões, o equivalente a 17,77% de todo o FEFC. Na sequência aparecem União Brasil, com R$ 526,2 milhões (10,61%), PSD, com R$ 421 milhões (8,49%), PP, com R$ 417,1 milhões (8,41%), MDB, com R$ 400 milhões (8,06%) e Republicanos, com R$ 348,6 milhões (7,03%). Somados, esses seis partidos terão acesso a cerca de R$ 2,99 bilhões, cerca de 60,3% de todo o Fundo Eleitoral de 2026.
O volume de recursos coloca essas siglas em posição privilegiada para financiar campanhas majoritárias e proporcionais em 2026. Além da disputa pelo Governo do Estado, o próximo pleito terá uma vaga em disputa para o Senado e a renovação das bancadas da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa.
No cenário sul-mato-grossense, a corrida ao Senado já conta com nomes colocados por partidos que receberão parcelas expressivas do fundo eleitoral. Pelo PL, aparecem como pré-candidatos o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon. O PSD trabalha a pré-candidatura à reeleição do senador Nelsinho Trad. Fora da aliança de Riedel, a senadora Soraya Thronicke, atualmente no PSB, também busca a reeleição, enquanto o deputado federal Vander Loubet é apontado como principal nome do PT para a disputa.
A disputa por vagas na Câmara dos Deputados também movimenta os partidos. Entre os pré-candidatos já citados nos bastidores estão Roberto Hashioka (Republicanos), Mara Caseiro (PL) e Neno Razuk (PL). Outros nomes que aparecem no cenário são Dagoberto Nogueira, agora no PP, Geraldo Resende, do União Brasil, e o deputado federal Dr. Luiz Ovando, que permaneceu no PP.
Outro partido que terá presença na disputa é o Novo que tem o pré-candidato ao governo em MS, João Henrique Catan. Nacionalmente, o partido receberá cerca de R$ 42,8 milhões, o que representa aproximadamente 0,86% do total distribuído pelo TSE.
Em Mato Grosso do Sul, os partidos que hoje estão ao lado de Riedel concentram boa parte desses recursos, o que pode dar mais força às campanhas. Ao mesmo tempo, a disputa dentro das próprias legendas deve ficar acirrada, já que os pré-candidatos vão brigar por espaço nas chapas e por uma fatia do fundo eleitor.