O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), a suspensão por 60 dias do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS), por declarações consideradas ofensivas contra o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O parecer do relator Ricardo Maia (MDB-PA) foi aprovado por 9 votos a 4. Segundo o relatório, a imunidade parlamentar não abrange manifestações que atentem contra a dignidade do Parlamento.

Durante a sessão, Pollon criticou o processo e afirmou que o país vive um cenário de restrição à liberdade de expressão no ambiente político.“Isso jamais poderia entrar neste recinto. Aqui é a instância máxima da representação popular”, disse o deputado.

Ele também afirmou que parlamentares estariam sendo punidos por suas posições políticas e reforçou que não pretende recuar. “Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Não teremos medo”, completou.

Apesar da decisão, a suspensão ainda não é definitiva. O parlamentar pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e o caso também precisa ser analisado pelo plenário da Câmara dos Deputados.