Política
Saúde mental de agentes e vetos dominam pauta da Câmara de Campo Grande nesta terça
Vereadores também analisam veto ao projeto sobre teste para rastreamento do autismo, proposta sobre uso do termo "gratuito"
Os vereadores de Campo Grande analisam, na sessão ordinária desta terça-feira (30), três vetos do Executivo e dois projetos de lei que dão nome a praças da Capital.
Entre os destaques da pauta está o veto parcial ao Projeto de Lei 11.948/2025, que cria o programa "Além da Farda", voltado à promoção da saúde mental de profissionais da segurança pública. De autoria do vereador Jean Ferreira, a proposta foi parcialmente vetada por incluir servidores de órgãos federais, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, o que, segundo a Prefeitura, extrapola a competência do município.
Os parlamentares também votam o veto total ao Projeto de Lei 11.591/2025, dos vereadores Maicon Nogueira e Júnior Coringa, que torna obrigatório o teste de rastreamento precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas redes pública e privada. A administração municipal argumenta que o SUS já adota os protocolos do Ministério da Saúde para identificação do transtorno e aponta inconstitucionalidade na proposta.
Outro item da pauta é o veto total ao Projeto de Lei 11.527/2025, dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro, que proíbe o uso da palavra "gratuito" para se referir a serviços e benefícios públicos custeados por impostos. O Executivo sustenta que a matéria invade competência administrativa do município.
Em segunda discussão, os vereadores votam ainda projetos que denominam a Praça Gislaine Eilert Barcellos, no Bairro Mata do Segredo, e a Praça Clotilde Faustino Limeira, no Residencial Betaville.
A sessão é aberta ao público e também será transmitida ao vivo pela TV Câmara e pelo canal oficial da Casa no YouTube.