A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), ingressou com uma ação na Justiça contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), alegando que a parlamentar publicou, em suas redes sociais, afirmações de natureza difamatória sem o devido suporte probatório.

Na ação, protocolada na 12ª Vara Cível de Campo Grande, a prefeita pede a condenação da deputada ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais, além da publicação de uma retratação pública nos mesmos perfis em que as postagens foram divulgadas, com igual visibilidade e destaque.

A defesa também solicita uma tutela inibitória, para que a deputada seja proibida de realizar novas publicações atribuindo à prefeita as mesmas acusações ou outras de conteúdo considerado difamatório.

Segundo a petição, em 5 de maio de 2026, Erika Hilton publicou, em seu perfil no Instagram (@hilton_erika) e na plataforma X (@ErikakHilton), uma sequência de postagens em formato carrossel, nas quais teria afirmado, entre outros pontos, que:

    • - a administração municipal seria investigada por suposto desvio de R$ 156 milhões da saúde pública;

    • - a prefeita teria nomeado 12 pastores da Assembleia de Deus Missões para administrar diretamente o orçamento municipal;

    • - o Instituto Municipal de Previdência teria investido R$ 1,2 milhão no Banco Master;

    • - a Prefeitura firmou convênios com o Banco Master para empréstimos consignados a servidores e aposentados;

    • - houve denúncia ao Tribunal de Contas sobre suposto superfaturamento de R$ 24,4 milhões em licitação de semáforos;

    • - o Ministério Público teria identificado fraudes em contratos de iluminação pública superiores a R$ 62 milhões;

    • - Campo Grande ocuparia o primeiro lugar em um ranking de "pior prefeitura do país";

    • - e que uma lei municipal sancionada pela prefeita seria inconstitucional e serviria para viabilizar violência contra mulheres.

De acordo com os advogados da prefeita, todas essas afirmações foram feitas de forma "afirmativa, pública e categórica", sem indicação de fontes ou documentos que as sustentassem.

A defesa afirma ainda que, antes do ajuizamento da ação, encaminhou uma notificação extrajudicial ao gabinete da deputada, concedendo prazo de 72 horas para apresentação de documentos, provas, decisões judiciais ou administrativas que fundamentassem as publicações.

Segundo a petição, o prazo transcorreu sem resposta. Os advogados sustentam que Erika Hilton não apresentou elementos comprobatórios, não retirou as publicações nem promoveu qualquer retratação, mantendo o conteúdo disponível nas redes sociais.

Na ação, a defesa argumenta que a tutela inibitória é o instrumento processual adequado para impedir a repetição ou continuidade de atos considerados ilícitos, independentemente da existência de culpa ou da comprovação de dano.

O processo foi distribuído à 12ª Vara Cível de Campo Grande e ainda será analisado pela Justiça. Até o momento, não há decisão judicial sobre os pedidos formulados pela prefeita.

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