Eleições 2026
Com lideranças rejeitando chapa com Flávio, Tereza e PP reiteram neutralidade nas eleições
Integrantes reafirmaram a preferência para manter as conveniências políticas de cada estado
Após a repercussão da reunião da senadora Tereza Cristina (PP) com Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da república, onde teria sido indicado a possibilidade da parlamentar entrar como vice em sua chapa, lideranças regionais do Progressistas comunicaram ao presidente da sigla, Ciro Nogueira, a insatisfação com a possível aliança.
Com isso, ainda na manhã desta sexta-feira (31), o partido publicou uma nota reiterando que permanecerá neutro nas eleições e não haverá nova convenção para tratar de chapa com Flávio.
Conforme apurou a CNN, os caciques regionais reafirmaram a preferência pela neutralidade na disputa nacional para manter as conveniências políticas de cada estado.
Em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Lula (PT). Já em estados como Paraná e São Paulo, a sigla segue ao lado do senador Flávio Bolsonaro.
Outro motivo, de acordo com três líderes do PP ouvidos pela CNN, que inviabiliza a composição com Flávio é que o estatuto do partido prevê que a convenção nacional seja convocada por edital com oito dias de antecedência.
Essa regra só poderia ser dispensada caso houvesse anuência de toda a cúpula do partido, afirmou à CNN o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE).
"Votei pela neutralidade e não abro mão. Não tem mais prazo para convocar convenção nacional e, sem unanimidade do partido, não tem convocação. Logo, não há mais chance de indicar vice", disse o parlamentar.
Outro entrave é que o PP formou uma federação com o União Brasil. Ou seja, a aliança também dependeria do aval de integrantes da outra sigla.