A maior parte das convenções partidárias em Mato Grosso do Sul já definiu os candidatos e alianças para as eleições de 2026, mas o calendário ainda será concluído nesta semana, com os encontros do PDT, marcado para segunda-feira (4), e do PRD e NOVO, na terça-feira (5).

Na sexta-feira (1º), uma convenção conjunta oficializou os principais nomes do grupo que apoiará a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). O PL confirmou o ex-governador Reinaldo Azambuja como candidato ao Senado e formalizou apoio à chapa de Riedel. No mesmo evento, a Federação União Progressista (União Brasil e PP), Republicanos, MDB e PSD também homologaram candidaturas e alianças. O PSD confirmou chapa pura ao Senado, com o senador Nelsinho Trad.

Na quinta-feira (31), o Avante realizou sua convenção em Campo Grande para homologar as chapas de deputado estadual e federal e definir os apoios para a disputa majoritária. A nível nacional o candidato a presidência do partido é o psiquiatra e escritor, Augusto Cury.

No fim de semana anterior, em 26 de julho, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) oficializou o ex-deputado federal Fábio Trad como candidato ao Governo do Estado, com Gilda Maria como candidata a vice-governadora. Para o Senado, o nome escolhido foi o do deputado federal Vander Loubet. No mesmo dia, o PSB confirmou a senadora Soraya Thronicke como candidata à reeleição no grupo aliado.

Em 25 de julho, a Federação PSOL-Rede definiu Lucien Rezende como candidato ao Governo do Estado, Kaelly Virginia de Oliveira para vice-governadora e Beto do Movimento para o Senado, além de homologar as chapas proporcionais.

As primeiras convenções ocorreram em 21 de julho. O PSDB homologou as chapas de candidatos a deputado federal e estadual, deixando a definição da disputa majoritária para a convenção conjunta com os partidos aliados. 

Na mesma data, o Agir confirmou candidatura própria ao Governo, com Jeferson Bezerra para governador, Valdenir Duarte como vice e Daniel Rodrigues Junior para o Senado. Também em 21 de julho, o partido Missão decidiu disputar apenas a eleição para deputado federal, homologando seis candidatos.


O calendário será encerrado com as convenções do PDT e do PRD. O PDT já anunciou que apoiará a candidatura de Fábio Trad ao Governo do Estado, enquanto o PRD ainda fará a homologação de seus candidatos e definirá os apoios para a disputa majoritária.

Já o NOVO terá chpa pura, com o deputado estadual, João Henrique Catan disputando o cargo ao Executivo Estadual e Roberto Oshiro para o Senado.

Quem já fez convenção já é candidato?

Mesmo após as convenções, os nomes homologados ainda precisam ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Somente após o deferimento dos pedidos os postulantes passam a ser oficialmente candidatos. A campanha eleitoral começa em 16 de agosto.

Para os cargos do Executivo, cada partido ou federação pode registrar apenas um candidato, sempre com vice. 

Já para o Senado, como em 2026 haverá renovação de dois terços das cadeiras, será possível registrar até dois candidatos, cada um com dois suplentes. 

Nas disputas para deputado federal e estadual, as legendas podem lançar candidatos em número equivalente ao total de vagas mais uma. Nesses casos, é obrigatório cumprir a cota de gênero, com no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero. O descumprimento pode levar ao indeferimento do registro.

Campanha na TV

O tempo de propaganda no rádio e na televisão, que começa em 28 de agosto é calculado com base no tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados.
Pelas regras eleitorais, 90% do tempo do horário eleitoral gratuito é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais de cada partido ou federação. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os candidatos das legendas que atingiram a cláusula de desempenho.

Sozinha, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, terá o maior tempo de propaganda, com 2 minutos e 28 segundos, o equivalente a 20,78% dos 12 minutos e 30 segundos destinados aos candidatos à Presidência. Em seguida aparecem o PL, com 2 minutos e 14 segundos, e a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), com 1 minuto e 59 segundos. MDB e PSD terão, cada um, cerca de 59 segundos, enquanto o Republicanos contará com 56 segundos.

O cenário, porém, pode mudar conforme as alianças forem oficializadas. Como o tempo é somado entre os partidos que apoiam um mesmo candidato, uma coligação pode ampliar significativamente a exposição na propaganda eleitoral.

Se o PL confirmar uma aliança com a Federação União Progressista e o Republicanos, por exemplo, o tempo de propaganda poderá saltar de pouco mais de 2 minutos para mais de 5 minutos por programa.

Já a Federação Brasil da Esperança, que lançou o presidente Lula à reeleição, deve somar os tempos do PSB, PDT e da Federação PSOL-Rede. Com isso, o espaço no horário eleitoral passaria de cerca de 2 minutos para pouco mais de 3 minutos considerando as bancadas eleitas em 2022.

Os partidos que não atingiram a cláusula de desempenho, foram o Novo, DC e Missão, que não terão direito ao horário eleitoral gratuito para a disputa presidencial.