O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição em Mato Grosso do Sul, colocou o reforço da inteligência policial, o combate ao crime organizado e aos delitos de fronteira e a prevenção à violência entre as prioridades para um eventual segundo mandato. As medidas fazem parte do plano de governo apresentado no registro de candidatura para as eleições de 2026.

Ao longo desta semana, serão apresentados os planos dos demais candidatos ao Governo do Estado, divididos por eixos. Nesta primeira reportagem sobre as propostas de Riedel, o foco é segurança pública, justiça e prevenção da violência.

No documento, Riedel parte de ações desenvolvidas durante o atual mandato para apresentar o que pretende ampliar. Com Mato Grosso do Sul tendo 1.365 quilômetros de fronteira internacional, o plano cita a implantação do Plano de Fronteira e a integração das forças estaduais com órgãos federais e internacionais. Também aponta a redução das taxas de crimes violentos letais e destaca o desempenho do Estado na apreensão de drogas e na solução de homicídios.

Uma das principais apostas para os próximos quatro anos é a implantação integral do LabSejusp, laboratório criado para desenvolver soluções tecnológicas para a segurança pública. A proposta é ampliar o uso de inteligência, tecnologia e análise de dados tanto na prevenção quanto na repressão aos crimes.

Na fronteira, o plano prevê intensificar o combate ao tráfico, aos crimes transfronteiriços e às organizações criminosas, além de fortalecer a atuação conjunta das forças de segurança. Também estão previstas medidas para combater roubos e furtos contra patrimônios públicos e privados e reforçar a segurança viária.

Violência contra a mulher

Outro eixo de destaque é o enfrentamento à violência contra a mulher. Riedel propõe ampliar a rede de proteção no interior e aumentar o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores, além de sistemas que alertem as vítimas, pelo celular, sobre a aproximação do monitorado.

O programa Recomeços, que oferece suporte como aluguel social e casa montada às vítimas, também aparece com previsão de expansão. O plano ainda propõe humanizar os protocolos de atendimento e inserir a discussão sobre violência contra a mulher nas escolas.

Na área de proteção social, o documento prevê pelo menos 600 novas vagas exclusivas para mulheres vítimas de violência no MS Supera Mulher e a abertura de mais uma Casa Abrigo em Campo Grande.

Entre outras propostas estão a implantação de um canal Disque Violência LGBTQIA+, ações permanentes de prevenção à violência nas comunidades e a integração da segurança com políticas de educação, esporte, cultura e assistência social. O plano também prevê fortalecer iniciativas de ressocialização de presos e redução da reincidência criminal.