Política
Fechamento de unidades da Casas Bahia e de 1.700 empresas é culpa do governo federal, afirma Reinaldo
Candidato ao Senado afirma que política econômica tem penalizado o setor produtivo e cita fechamento de 289 unidades varejistas no país
O candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo agravamento da crise econômica no país e afirmou que o cenário tem provocado o fechamento de empresas e lojas do varejo. A declaração foi feita durante um encontro político nesta semana.
Segundo Rinaldo, o custo de vida elevado, o baixo crescimento da economia e o endividamento das famílias têm afetado diretamente o comércio. Como exemplo, ele citou a empresa Casas Bahia, que, conforme os dados, apresentados pelo candidato, fechou 298 lojas no país e acumulou R$ 10,1 bilhões em prejuízoa e R$ 17,3 bilhões em dívidas.
“Hoje, o que está acontecendo? Está tudo caro. A receita está baixa, a economia não cresce, está estagnada. Não é à toa que a Casas Bahia está fechando 298 lojas no Brasil e acumula R$ 10,1 bilhões em prejuízos, com dívidas de R$ 17,3 bilhões. A Magazine Luiza e todo o segmento do varejo estão com dificuldades. Mais de 1.700 empresas brasileiras já fecharam as portas”, afirmou.
Em Mato Grosso do Sul,sete lojas das Casas Bahia encerraram as atividades, segundo informações atribuídas a Carlos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). Os fechamentos ocorreram em Dourados, com duas unidades, e em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande, com uma loja em cada município. Ainda conforme o sindicato, 130 trabalhadores foram demitidos.
Reinaldo também criticou o que chamou de “Brasil gastador” e relacionou os gastos públicos ao aumento do custo de vida e ao endividamento das famílias. “Um Brasil que gasta muito, que está endividando as famílias, com custo de vida alto”, declarou.
Durante o discurso, o candidato comparou ainda a situação do comércio brasileiro com a realidade do Paraguai, afirmando que o país vizinho tem atraído consumidores brasileiros. “Lá, no lado paraguaio, o comércio está sendo um oásis para os brasileiros. Enquanto empresas fecham as portas aqui, o outro lado está atraindo consumidores. Essa reflexão vale para todos nós e para o país”, disse.
Como proposta, Reinaldo defendeu uma mudança na condução da economia e a eleição ao Senado, segundo ele, mais comprometido com o setor produtivo. Também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“O que nos faz buscar um caminho melhor? A percepção sobre o país e essa responsabilidade são de todos nós. Precisamos de um presidente capaz de efetuar as mudanças de rumo necessárias e um Senado que coloque o Brasil para crescer de novo, que valorize quem produz e devolva dignidade às famílias”, afirmou.