Depois de apresentar as propostas para infraestrutura, o plano de governo de João Henrique Catan, candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, coloca a educação como uma das bases para o desenvolvimento do Estado. Entre as medidas estão a ampliação do uso de tecnologia nas escolas, qualificação do ensino integral, formação profissional ligada ao mercado de trabalho e políticas de inclusão para estudantes com deficiência e autistas.

A proposta prevê qualificar o modelo de tempo integral já existente, incluindo mais atividades de tecnologia, esporte e cultura. Catan também defende internet de qualidade em todas as escolas estaduais, laboratórios e atividades voltadas à ciência e inovação. O plano prevê ainda acompanhamento dos índices de aprendizagem para identificar escolas e municípios com maior dificuldade e direcionar apoio pedagógico.

A série já apresentou as propostas para educação de Eduardo Riedel e Fábio Trad. Nos próximos dias, serão abordados os planos dos demais candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.

Formação para o mercado de trabalho

Outro eixo é aproximar a educação das oportunidades de emprego. A proposta é direcionar o ensino técnico às características econômicas de cada região, com formação para áreas como agroindústria, logística, turismo, tecnologia, saúde, indústria e bioeconomia.

No interior, o candidato pretende ampliar cursos e programas de qualificação e criar maior integração entre escolas, instituições de ensino e empresas para facilitar estágios, formação prática e primeiro emprego. Empreendedorismo e inclusão digital também aparecem entre as ações previstas.

Para os jovens, o plano propõe levar robótica, ciência aplicada, inovação e cultura maker à rede estadual. Também prevê ações contra a evasão escolar e políticas específicas para estudantes de áreas rurais, comunidades tradicionais e povos originários.

Inclusão nas escolas

Na educação inclusiva, Catan propõe manter estudantes autistas e com deficiência no ensino regular, com suporte para atender às necessidades individuais. Entre as medidas estão equipes especializadas para auxiliar professores, tecnologia assistiva, comunicação alternativa, recursos pedagógicos adaptados e planos individuais de aprendizagem.

O projeto prevê ainda ambientes para atender necessidades sensoriais dentro das próprias escolas e integração entre educação, saúde e assistência social nos casos que exigirem acompanhamento conjunto.

Contra evasão

O plano também aposta em projetos de vida e orientação aos estudantes para reduzir abandono e desmotivação. A ideia é tornar as aulas mais práticas e relacionadas à realidade dos alunos, além de incentivar autonomia, responsabilidade e protagonismo estudantil.

No documento, a meta para a juventude é resumida em “nenhum jovem sem perspectiva, sem estudo e sem caminho”.